domingo, 7 de maio de 2017

MAITRE PHILIPPE DE LYON, HOMEM DE DEUS

MAITRE PHILIPPE DE LYON 
Nizier Anthelme Philippe
(25 de abril de 1849, Loisieux, França/2 de agosto de 1905, L'Arbresle, França)
Um homem de Deus

Na história do pensamento esotérico cristão na França o nome de Maitre Phillippe de Lyon ( nome de nascimento Nizier Anthelme Philippe) aparece com destaque. Teve grande importância na vida dos principais nomes do espiritualismo francês como Sedir, Papus, Saint-Yves d'Alveydres e muitos outros. Fez centenas de curas e seu pensamento foi publicado em vários livros como o Evangelho de Maitre Philippe, em francês e outras línguas, inclusive o português. 



Um pensador cristão importante na França é o Maitre Philippe de Lyon (1849-1905) que influenciou toda uma geração de espiritualistas como Papus, Sédyr, Marques Saint-Yves d'Alveydre e um numeroso e influente grupo de discípulos.  A influência de Maitre Philippe ainda é grande na Europa e seus seguidores têm reeditado obras que falam sobre ele e também os seus ensinamentos conhecidos como EVANGELHO DE MAITRE PHILIPPE (existe edição atualizada de 2005 do livro).



Pensador profundamente voltado para uma interpretação esotérica do pensamento cristão, Philippe de Lyon era conhecedor da Kabala e seus segredos. Curou centenas de pessoas e tinha poderes magnéticos fantásticos que fez aproximar dele um enorme grupo de pesquisadores das ciências espirituais. Sua influencia também chegou ao Brasil e seus livros traduzidos para o português em 1958 por Sri Sevananda Swami.



Embora não tenha criado nenhuma escola iniciática, seus discípulos procuraram vivenciar seus ensinamentos em várias ordens espirituais européias como Ordem Kabalista da Luz, Ordem Rosa Cruz, Ordem Martinista, Ordem Templária, Amitiés Spirituelles e outras ordens maçônicas.
Amor ao próximo, devoção, perdão, cura de doenças: este são os pontos fundamentais que Philippe de Lyon pregava ao seu grupo de discípulos, procurando imitar o caminho do Mestre Jesus, o Cristo. Foi muito procurado por dirigentes de países europeus que queriam saber do futuro e orientação para manter a paz e o equilíbrio em seus reinos. O último czar da Rússia foi um dos convidou Maitre Philippe para ajudá-lo a neutralizar a influência de Rasputim no reino. Mas ele não seguiu os conselhos do espiritualista e seu país acabou vítima da revolta que originou a Revolução Bolchevique de 1917.


Anthelme Nizier Philippe nasceu em Rubathier município de Loisieux, numa quarta-feira (25.04.1849), e morreu numa quarta-feira (02.08.1905). Quando sua mãe engravidou foi visitar a Cura d’ ars que lhe revelou que o filho que estava no seu ventre será muito elevado. Com 14 anos mudou-se para LYON onde foi acolhido por seu tio Vachool.

“Ao nascer, trovões e relâmpagos anunciaram sua chegada, enquanto uma enorme estrela - a mesma que brilhará no dia do seu batismo fazia sua aparição no céu límpido. Já desde muito pequeno, bastava-lhe traçar com seu cajado um círculo na terra para que o gado não saísse de seus limites. Aos treze anos, realizava sua primeira cura. Nunca obteve o título de médico, e todos o consultavam. E as perguntas que lhe eram feitas respondia invariavelmente: “Eu estava lá quando houve a criação; e lá estarei no final“. “Jamais lhes disse que fui um dos apóstolos de Cristo. Sou um pobre pecador dos tempos de nosso senhor Jesus Cristo; eu estava com os apóstolos, isso é tudo”.
A França negou-lhe o diploma de doutor, mas foi reconhecido como médico honorário em Roma e a Academia Imperial de Medicina Militar de São Petersburgo lhe deu o título de doutor em Medicina. Raramente cobrava suas consultas e quando o fazia distribuía o dinheiro entre os necessitados. O pagamento que exigia era que o consulente perdoasse seus inimigos, pusesse fim a uma rixa, se comprometesse a não falar mal do próximo e se arrependesse sinceramente de uma falta cometida.
Havia um contraste muito grande entre seus ensinamentos, muito simples e seus vastos conhecimentos que constituíam uma ciência correta e universal. Isto lhe permitia um intercâmbio de opinião entre profissionais como advogados, botânicos, físicos e médicos aos quais assombrava com a identificação de uma planta desconhecida, uma antiga jurisprudência caída no esquecimento, o acerto em um diagnóstico ou a resolução de um problema aparentemente insolúvel. Em todos os casos, suas indicações são precisas e vão diretamente ao âmago da questão. A resposta a este enigma tornou-se mais difícil na medida em que, ao contrário do que seria de se esperar, em sua casa havia pouquíssimos livros, sendo todo o seu tempo livre investido no seu laboratório do que em leitura. Em seu laboratório desenvolvia incansavelmente seus profundos conhecimentos em matéria de química, alquimia e toda as suas aplicações. Ele construiu todos os aparelhos do seu laboratório. Um dos trabalhos mais importantes é o que relaciona as cores com os sons e sua influência sobre o organismo e afirmava: “ mais adiante, será possível curar certas enfermidades utilizando-se os sons correspondentes. Será muito simples”
Seu genro, doutor Emmanuel Lalande, casado com sua filha Vitoria, faz uma descrição das mais perfeitas da personalidade do sogro: “Era tão grande em conhecimentos, tão livre, que nenhuma de nossas medidas se adaptava a ele. Lógica, moral, sentimento familiar, todo isso não era para ele o que é para nós, porque a vida inteira se apresentava como um conjunto em que o passado e o futuro estavam ligados para formar um todo espiritual, do qual conhecia a natureza, a essência, as razões, as leis; em uma palavra, as engrenagens. E com seus feitos, suas curas morais e físicas, seus ato de ciência ou de milagre, proporcionavam as provas de que seus ensinamentos eram verdadeiros”.
Em sua casa na Rua Tête D’or atendia a muita gente e pedia que em sinal de agradecimento por sua cura cada um fizesse suas orações. Em meio a essa atmosfera de bondade, espiritualidade e confiança que ele sabia criar a seu redor, exige de cada um o cumprimento de um gesto de vontade que forje o caráter, que o modele, até conseguir vencer o egoísmo e transformar todas as tendências negativas em atos de amor ao próximo

NOTAS BIBLIOGRÁFICAS
1- HAEHL, Alfred. Vie et paroles du Maitre Philippe. Paris, ed. Dervy.
2- ACEVES, Octavio. Sete vidas esotéricas, ed. Nova era. Brasil.

terça-feira, 25 de abril de 2017

LA MÉDICINE OCCULTE

La médecine occulte (ver tradução em português no final do texto em francês)

Paul Sedir



A mon avis le plus savant des hommes, le plus énergique ne peut rien sans le secours de Dieu, et ne fait rien sans Sa permission. Le succès d'une cure ne dépend ni d'un diplôme, ni d'une superstition : mais du dévouement, de la compassion vraie, de la ferveur intime. Plus que toute science, plus que tout secret, le recours humble et sincère à la vertu suprême, à la Charité infinie, est l'élixir miraculeux ; mais il ne se communique pas : il faut que chacun le trouve par soi-même.
Extrait de l'introduction, Octobre 1909

Médecine divine.

Arrivons à la dernière méthode curative, la plus ancienne, la plus haute, la plus sûre, mais aussi la plus occulte, la plus rare et la plus difficile : la théurgie.

Ici, nous entrons dans un pays nouveau ; oubliez tout ce que vous venez de lire ; voyez les manifestations infinies de l'existence sous leur aspect hégémonique ; sur la terre, dans les corps des animaux, dans les pierres, dans les cieux, dans les roues des générations, dans les fleuves fluidiques, dans les serpents planétaires, dans les orbes éthérées, dans les royaumes objectifs, des Arts et des Sciences, parmi les dieux, les génies, les enfants de Lumière, les hordes des Ténèbres, - partout, c'est la vie. Partout cette vie est une, réelle ; partout, chacun de ses modes constitue un ens complet, existant par soi-même, libre et responsable ; recevant quelque chose de tous les autres modes, et rayonnant aussi sur tout le reste du monde.

Dés lors, aucun symptôme pathologique, ne peut plus être envisagé en soi-même ; il doit être aperçu avec tous les mouvements extérieurs et antérieurs qui le déterminent avec toutes les ramifications ultérieures qui en découlent. Une telle connaissance n'est pas autre chose que le sentiment du vrai ; elle nécessite, chez le médecin, une liberté intérieure totale, indépendante de tous systèmes, de toutes opinions, de toutes particularités personnelles : C'est un des aspects de l'évangélique pauvreté d'esprit.

L'Evangile ignore les puissances intermédiaires. Jésus a tracé des routes directes entre chaque homme et Dieu ; puisque le roi dont on veut se concilier les faveurs, trône hors du temps et de l'espace, il n'est plus besoin de rites, de lieux, d'heures, d'objets, de correspondances, en un mot. Ce roi, étant hors du monde, se trouve présent partout et toujours.
La seule observance nécessaire, c'est l'obéissance, soit la conformité pratique de notre vie avec la sienne. Donc les cérémonies religieuses et magiques, les rites, les lieux sacrés, les objets bénits deviennent inutiles, dans ce cas, inutiles aussi les médicaments, les régimes, les gestes, et les efforts de volonté.

Lacunes médicales.

La thérapeutique matérielle n'agit que sur le symptôme organique ; le médicament alchimique, n'atteint que l'électricité cellulaire ; les thérapies dynamiques n'influent que sur l'énormon fluidique ; la volonté, le raisonnement, le magnétisme, la statuvolence n'ouvrent que la porte des corps invisibles correspondants ; - n'ont d'influence sur les autres corps que par propagation ; ne possèdent d'activité durable que jusqu'à ce qu'une force semblable et contraire les arrête. Donc aucune méthode, matérielle, occulte ou religieuse ou
psychologique, ne guérit essentiellement.

Résumons.

On distingue, en somme :

Des altérations du corps matériel, sur qui agissent les médicaments matériels et la chirurgie.
Des altérations de la force vitale, sur qui le médicament peut agir par réflexion, mais qui sont surtout traitables par les dynamismes naturels, humains et extra-humains.
Enfin, des ligatures de l'esprit, par clichés fatidiques : là, rien n'agit réellement que l'intervention théurgique ; la volonté d'un adepte peut même échouer ; dans ces cas, la descente de la grâce divine est seule utile ; il est superflu d'ajouter qu'elle peut aussi faire disparaître les deux précédentes classes de symptômes.

Le Péché.

Or, c'est cette troisième cause des maladies qui est l'unique et la vraie. Rien n'arrive au corps, ni une migraine, ni un accident, si un cliché invisible n'est déjà descendu sur l'ens spirituel du sujet ; et ce cliché, cet agent de la comptabilité biologique ne vient pas à nous ; c'est nous-mêmes, par notre modus vivendi antérieur qui marchons à sa rencontre sur la trajectoire qu'il suit par l'ordre divin.

Tout acte engendre une forme dans l'Invisible ; les vrais voyants constatent cela ; cette forme est perceptible comme une aura dans le plan des fluides, comme un être dans le plan cardiaque du monde. Or, comme tout acte ne peut qu'être bon ou mauvais, il ramènera sur son progéniteur le bien ou le mal semés sur la première partie de son cycle : en destin, en intelligence, en santé. Ce riche qui a reçu un pauvre à coups de bâton, paiera non seulement dans son cœur coléreux, dans son intelligence déraisonnable, mais aussi dans son bras qui a frappé. Si, à une prochaine incarnation, cet homme renaît avec une main inerte, l'alchimiste, le magiste, le magnétiseur pourront peut-être enlever le signe physique du mal, spirituel ; en réalité, ils ne feront que construire un mur entre ces deux organismes : soit provoquer de nouveaux désordres intérieurs, soit sortir le mal du bras où il était à sa juste place pour le mettre dans un autre endroit, où il sera la cause de souffrances plus violentes.
Celui-là seul qui peut voir le cliché de cette paralysie, est capable d'en modifier la route ou la nature, et de rendre ce malade invulnérable à son attaque, en enlevant de son esprit, la cause primitive du mal, le péché ; en le lui pardonnant, en le lavant avec un peu de l'eau éternelle dont parle Jésus.

Telle est, en raccourci, le diagnostic et la médication du théurge, de celui qui opère avec Dieu.

Conclusion

Mais de tels hommes sont extrêmement rares. A peine pourrait-on en trouver un par siècle. Que peuvent donc faire les médecins consciencieux, philanthropes, qui veulent, malgré toute l'incertitude de la science, soulager les misérables qui appellent à l'aide ? Ils peuvent tout de même beaucoup. Quel que soit le système qu'ils appliquent, ils n'ont, puisqu'ils sentent leur faiblesse, qu'à invoquer ou à évoquer la force toute puissante de l'Esprit.
Cet invisible auxiliaire est à l'affût de toutes les bonnes volontés, je vous l'affirme. Sachez qu'il se tient à votre service ; que votre élan de compassion est le charme infaillible auquel il obéit ; il peut donner à n'importe quel médicament, à n'importe quelle parole, une vertu extraordinaire. Oubliez-vous un peu seulement, vous, le souci de votre fortune et l'inquiétude de votre réputation ; le plus savant ne sait rien, le plus puissant de peut rien sans Lui : appelez-le ; et toutes les fois que la demande sera juste, elle sera exaucée.
Le malade paie une dette ; si vous lui évitez la souffrance corporelle, il paiera par sa richesse, par sa réussite, par ses affections, par sa célébrité ; il y a donc des cas où même un envoyé du Ciel laisse les choses suivre leur cours, malgré la licence qu'il a de puiser dans le trésor divin. Quand une épreuve arrive, son destinataire reçoit aussi l'aide pour la supporter. Ne veuillez donc pas guérir à toute force ; savez-vous si vous ne donnerez pas au malade le malheur en échange de la santé ? Il faut obéir à la volonté du Ciel, tout en mettant en oeuvre nos ressources les plus complètes pour alléger le prochain. Et là encore, l'observance de la loi morale est le critérium infaillible, la médication certaine, le dynamisme énergique, la sagesse suprême. C'est pourquoi il est également vrai, en thérapeutique, que si l'on cherche d'abord la justice de Dieu, c'est-à-dire la plus belle vérité et la meilleure bonté, le reste, soit les guérisons improbables, sera donné par surcroît au praticien croyant.

Sédir, extraits de "La médecine occulte", Paris, Beaudelot, 1910.



MEDICINA DIVINA

Paul Sedir

Existem três tipos de medicina:
1.    A Medicina física ou alopática, que é a medicina comum que resolve os problemas físicos comuns;
2.    A Medicina emocional ou homeopática, que resolve os problemas psicossomáticos; e a
3.    A Medicina divina ou espiritual, também chamada de Teurgia, que trata dos problemas kármicos ou espirituais.  
No processo de cura, o mais erudito dos homens ou o mais cheio de energia e magnetismo não podem fazer nada sem a ajuda de Deus, e não consegue nada sem a sua permissão. O sucesso de uma cura não depende nem de diploma nem de uma crença, mas a dedicação da verdadeira compaixão, um fervor íntimo. Mais do que qualquer ciência, mais do que qualquer segredo, o apelo humilde e sincero para a virtude suprema, a Caridade Divina, é o elixir milagroso. Mas isto não se encontra em livros ou em algum lugar: todos devem encontrá-lo no interior de sua consciência. 
Trecho da introdução, em outubro 1909
Medicina divina.
O mais antigo método curativo, desde os primórdios da humanidade, o mais alto, mais seguro, mas também o mais escondido, o mais raro e mais difícil é a Teurgia, ou Medicina Divina ou Espiritual.
Aqui estamos entrando em um novo país; esquecer tudo o que você acabou de ler; veja manifestações infinitas de existência sob sua aparência hegemônica; na terra, no corpo animal, nas pedras, no céu, na forma de gerações nos fluxos de fluidos, em cobras planetários nas esferas etéreo, os objetivos reinos de Artes e Ciências, Entre os deuses, gênios, filhos da Luz, as hordas das trevas - em todos os lugares, é a vida. Ao longo desta vida é único e verdadeiro; em cada uma das suas modalidades é um dos completos, existindo por si só, livre e responsável; receber algo todos os outros modos, e também irradia em todo o mundo.
Daí em diante, nenhum sintoma patológico, não pode ser considerado em si mesmo; ele deve ser visto com todos os movimentos externos e anteriores que determinam todas as ramificações subsequentes que resultam. Tal conhecimento não é algo que o sentimento da verdade; é necessário que, para o médico, uma liberdade interior total independente de todos os sistemas, todas as opiniões, todas as características pessoais: É um aspecto da pobreza evangélica do espírito.
O Evangelho ignora poderes intermediários. Jesus tinha rotas diretas entre cada homem e Deus; desde que o rei que nós queremos agradar, está fora do tempo e espaço, ele não é mais necessário ritos, lugares, tempos, objetos, letras em uma palavra. O rei, estar fora do mundo, está presente em todos os lugares e sempre. A única cumprimento obrigatório, é obediência ou conformidade práticas de nossas vidas com a sua. Assim, as cerimônias religiosas e mágicas, rituais, lugares sagrados, objetos abençoados se tornam inúteis neste caso, também medicamentos desnecessários, dietas, gestos e os esforços de vontade.
Lacunas médicas.
O material terapêutico actua apenas sobre o sintoma orgânico; o medicamento alquímico atinge o poder celular; terapias dinâmicas apenas afectam o fluido énormon; a vontade, raciocínio, magnetismo, statuvolence Não abra a porta dos corpos invisíveis correspondentes; - não têm influência sobre outra propagação corpo; possuem actividade sustentável até um semelhantes e opostas paragens de força. Portanto, nenhum método, material, oculto ou religiosa ou 
psicológica, essencialmente cura.
Vamos resumir.
Há, em suma:
Alterações da massa de material, que actuam sobre materiais de drogas e a cirurgia. 
Alterações da força da vida, em que a droga pode agir pela reflexão, mas são particularmente tratáveis pela dinâmica natural, humana e não-humana. 
Finalmente, ligaduras da mente, por tiros fatais: não há nada realmente que a resposta teúrgico; a vontade de um adepto pode mesmo falhar; nestes casos, a descida da graça divina só é útil; é supérfluo acrescentar que ele também pode acabar com as anteriores duas classes de sintomas.
Pecado.
Agora é a terceira causa de doença que é o único e verdadeiro. Nada acontece ao corpo, ou uma enxaqueca ou de um acidente, se um cliché invisível já está desceu sobre os ens espirituais do assunto; e esta imagem, este agente de contabilidade biológica não vem para nós; é nós mesmos, por nossa caminhada modus vivendi anterior para encontrá-lo no caminho que ele segue a ordem divina.
Todo ato cria um formulário no invisível; verdadeiros Videntes encontrá-lo; esta forma é percebida como uma aura no nível de fluido, como estando no coração do mapa do mundo. Mas, como qualquer ato só pode ser bom ou ruim, ele vai se transformar em seu progenitor bem ou o mal semeado na primeira parte de seu ciclo no destino, em inteligência, saúde. Esta rica que recebeu pobre com paus, vai pagar não só em seu coração com raiva, irracional em sua inteligência, mas também em seu braço que atingiu. Se, numa futura encarnação, este homem renasce com uma mão mole, o alquimista, o mago, o hipnotizador pode ser capaz de remover o sinal físico do mal, espiritual; na verdade, eles só construir uma parede entre as duas organizações, quer causar novos distúrbios internos ou braço para fora do mal, quando ele estava no lugar certo para colocá-lo em outro local, onde ele irá causar sofrimento mais violento. 

Só quem pode ver o tiro desta paralisia, é capaz de mudar a rota ou natureza, e torná-lo doente invulnerável ao ataque, retirando de sua mente, a principal causa do mal, do pecado; no-lo perdoando, lavando-a com um pouco de água eterna que Jesus fala.

Tal é, em breve, diagnóstico e medicação espiritual, daquele que trabalha com Deus.
Conclusão
Mas esses homens são extremamente raros. Dificilmente se pode encontrar um por século. Então, o que pode consciencioso médicos, filantropos, que querem, apesar de toda a incerteza da ciência, aliviar infelizes que pedem ajuda? Eles ainda podem muito. Seja qual for o sistema que eles se aplicam, elas têm, já que eles se sentem sua fraqueza, para invocar ou evocar o grande poder do Espírito. Este auxiliar é invisível à procura de todos os bons desejos, asseguro-lhe. Sabe que ele está ao seu serviço; o derramamento de compaixão é o charme infalível que ele obedeceu; ele pode dar qualquer droga, qualquer palavra, a virtude extraordinária. Esqueça um pouco, você, cuidar de sua riqueza e preocupar a sua reputação; o mais sábio não sabe nada, o mais poderoso pode fazer nada sem ele: chamá-lo; e sempre que a aplicação está correta, ela será respondida. 

O paciente paga uma dívida; se você evitá-lo sofrimento físico, ele vai pagar por sua riqueza, o seu sucesso, suas afeições por sua fama; assim há casos em que mesmo um mensageiro do céu deixar as coisas seguirem o seu curso, apesar da licença ele tem que bater o tesouro divino. Quando um evento acontece, o destinatário também recebe ajuda para o urso. Então, por favor não curam a todo o custo; você sabe se você não vai dar a infelicidade paciente em troca de saúde? Devemos obedecer a vontade do Céu, ao implementar nossos recursos mais abrangentes para facilitar a próxima. E, novamente, a observância da lei moral é o critério infalível, a certos medicamentos, dinamismo energético, a suprema sabedoria. É por isso também é verdade, na terapia, se buscarmos primeiro a justiça de Deus, isto é a mais bela verdade e o melhor bondade, os restantes curas improváveis deve ser adicionado ao praticante crente.

Sedir, trechos de "La Medicine Occulte", Paris, Beaudelot de 1910.



quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

SEDIR - TÉCNICA DE ORAÇÃO

SEDIR - TECNICA DE ORAÇÃO

 
Técnicas e Métodos de Oração :
 
1. Recolhimento interno.
2. Escolher a posição: em pé, joelhos ou prosternado, conforme sua inclinação.
3. Dizer a Deus que está se colocando em Sua presença.
4. Esquecer as preocupações. Criar em si a humildade, depois a confiança, depois a calma.
5. Aquecer o coração recapitulando rapidamente todos os benefícios do Pai para com o mundo, - para o gênero humano, para si-mesmo. 
6.Expressar o desejo de colaborar com a Obra Divina.
7. Se humilhar profundamente.
8. Se oferecer a Deus desde a medula dos ossos ao cume do espírito, com todo seu coração e se possível até ás lagrimas. 
9. Perdoar do fundo do coração, do fundo da inteligência e mesmo do fundo da vitalidade corporal a todo ser e a todas as coisas.
10. Recitar a Oração escolhida (por ex. o Pai Nosso) com todo o fogo e toda atenção possível, sem procurar sensações psíquicas, na nudez obscura da fé.
11. Persistir até chegar a prece sem distração.
12. Tomar resoluções precisas.
 
Antes de um trabalho particular:
 
1. Recolhimento interno se colocando em calma, confiança e humildade.
2. Deus me vê e Jesus está a meu lado. 
3. Se desculpar das faltas, em bloco.
4. Se arrepender com dor.
5. Se oferecer a Deus.
6. Lhe pedir ajuda.
7. Esquecer um instante tudo que sabe e deixar vir a inspiração.
8. Iniciar o trabalho. 
9. Rever, examinar e corrigir o fruto do trabalho..
10. Agradecer ao Criador.
 
Exame de Consciência ao deitar 
 
1. Agradecer a Deus por tudo dado ao longo do dia, em prazer e em penas/dor.
2. Pedir a lembrança das faltas e o arrependimento.
3. Recapitular o dia hora à hora.
4. Procurar aquilo que me desagrada nos outros e me convencer de que possuo o mesmo defeito.
5. Observar minha ingratidão, minha traição para com Deus.
6. Arrependimento até as lágrimas.
7. Resoluções precisas e especiais formuladas para o dia seguinte.
8. Se ter como um puro nada e pedir o socorro de Deus.
No curso da Vida:
 
Manter-se na maior simplicidade e nudez interior. 
Nada de restrição e rigidez da vontade. 
Manter-se um com o céu, guardar a sensação viva da Presença Divina, viver com liberdade, paz, confiança amorosa.
 
"Se, durante a vossa oração, um pavor, um estrondo, um raio de luz, ou outro fenômeno se produzir, não vos perturbeis; perseverai na oração ainda com maior tenacidade.  
Essa perturbação, esse pavor, esse estupor, vêm dos demônios, que vos querem afrouxar e fazer renunciar à oração, para em seguida apossarem-se de vós, quando esse afrouxamento se tiver tornado hábito. 

Se, enquanto fazeis vossa oração, brilha uma outra luz que não consigo exprimir, a alma se enche de alegria, do desejo do melhor, jorra um borbotão de lágrimas de compunção, sabereis que é uma visita e uma consolação (socorro) de Deus... 

SEDIR - A SECURA E A ARIDEZ DA ALMA

SEDIR - A SECURA E A ARIDEZ DA ALMA



A Aridez (ou Secura)

Eis algumas notas rápidas sobre um dos estados d’alma mais doloroso reservado aos místicos em sua caminhada. Eles podem ser úteis uma vez que todo mundo ressente, por intervalos, de apatia e desgosto.

Disse Jesus:
“É de vosso interesse que eu parta...”
(João, 16:7).

Efetivamente, senossa natureza ama as doçuras espirituais, é preciso aprender, como disse M.Hamon,a amar o Deus das consolações mais que as consolações de Deus.

O que é sensível na vida interior é o regozijo das partes de nosso espírito das quais somos conscientes. Pois, nós só temos consciência daquelas regiões psíquicas que nosso trabalho interior evoluiu. Para crescer, nossa consciência deve entrar na imensidão de nosso inconsciente. Neste ponto, a sensitividade interior não funciona mais. De lá vem a sensação de aridez – mas é preciso saber que este estado é o sinal deque Deus esta agindo em nós profundamente. Quando sentimos sua ação, é que Ele está operando nas partes externas de nosso espírito. A secura é, portanto, um estado muito invejável e frutuoso. Quando o dever perde seu charme e a prece seu atrativo, isto vem ou de uma direção particular de Deus ou da constância de nossa tibieza ordinária.

A aridez possui três qualidades:
1. A alma calorosa geme, esmorece, se humilha, e gostaria de abraçar o universo; mas ela permanece impotente. A alma tíbia não percebe nem mesmo a sua aridez.
2. A alma calorosa está em crise. Ela pensa no mal que fez apesar de seus esforços, e no bem que ela não fez. Ela se compara aos seus irmãos, acredita estar atrasada e queima no imenso desejo de melhorar. A alma tíbia encontra-se bem como está e julga-se melhor que as outras.
3. A alma calorosa não negligencia, malgrado tudo, nenhum dever. Ela se esforça energeticamente para cumprir tudo, apesar da dor e da insipidez. A alma tíbia negligencia, e desbarata-se de seus deveres.

Como se comportar neste estado:
1. Se ele provém de nossa tibieza, é necessário sair, custe o que custar, por um esforço sistemático e obstinado;
2. Se ele provém de uma provação, “dê os ombros” e resigne-se com calma; nossa sede de evoluir será a melhor das preces.
3. Por fim, e de uma maneira geral, cuide-se para não cair da secura para a tibieza. O que seria um recuo muito triste e um estado bem perigoso.


Entre as causas de nossa aridez podemos observar duas principais:
Primeiro, a tibieza habitual, engendrada pelas paixões, a curiosidade, os desejos vãos, a negligência. Depois a falta de atenção aos minutos de fervor que a bondade de Deus nos diligencia.

Para prevenir a aridez é preciso:
1. O recolhimento, a manutenção do doce sentimento da presença divina;
2. As pequenas mortificações morais: estes são os grãos de sal sobre o fogo agonizante de nosso fervor.


Para lutar contra a aridez empregue os seguintes procedimentos:
1. Não deixe entrar em si o desencorajamento. Deus tem todos os direitos sobre nós. Temos muito a pagar. Temos uma obra magnífica a cumprir: ajudar o Cristo em seu trabalho;
2. Recusar os pensamentos de dúvida e de inquietude. Deus é bom e todos os Santos sofreram terríveis securas. Nós seremos todos salvos.


Como se conduzir na aridez:
1. Não omitir nenhuma de nossas preces habituais, embora estejam insípidas;
2. Guarde, com uma vontade forte, a convicção que Jesus está conosco e ao nosso lado.


As vantagens da aridez são:
De ser uma excelente escola de sólidas virtudes; de reduzir o amor próprio,de Deus, pois ao purificar nossos sentimentos, eles os incitam, nos exaltam acima de toda dor humana.

Eis de perto todos os pontos suscetíveis de servir de tema às meditações daqueles que estão bastante familiarizados com o trabalho psíquico para poder aprofundar e organizar todas estas informações. Tomemos em cada dia de provação uma destas frases, e pensemos nela nos minutos de folga entre nossas ocupações diárias. Estas lembranças ininterruptas acabarão por si mesmo em fazer retornar o vigor à nossa vontade e de ser o élan do nosso coração. Eis alguns detalhes suplementares que ajudarão a determinar o estado de aridez. Quando conhecemos nosso mal podemos melhor suportá-lo, pelo menos para os caracteres reflexivos e viris. A secura é uma prova interior que Deus nos envia ou permite como faz com as provas exteriores: as doenças, os ataques demoníacos visíveis, etc.

Examinando as relações dos místicos encontramos doze variedades de aflições interiores:
1. As tentações;
2. A impotência aparente de cumprir um ato benfeitor qualquer;
3. A visão aguda de nosso estado de corrupção moral;
4. A sensação aguda de estar só entre os homens;
5. O aborrecimento e uma imensa tristeza;
6. A sede de Deus;
7. O terror de ser abandonado por Deus e que Ele não nos ajude mais;
8. A certeza de estar condenado;
9. Do ressentimento contra Deus;
10. Dos escrúpulos despropositados e desatinados;
11. Das distrações invencíveis;
12. A aridez ou secura.

No momento, nos interessa, as aflições de números2, 3, 5, e talvez 11 e 12, se permitimosde empregar para o místico este estilo de contabilidade.

 
 

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

SEDIR - OS SOFRIMENTOS MENTAIS

PAUL SEDIR 1871-1926




SEDIR - OS SOFRIMENTOS MENTAIS


O número de seres humanos afetados pela falta do controle sobre si-mesmo, em seus diversos graus, aumenta a cada dia. A aceleração da existência, a incerteza do amanhã, a força das paixões, a rejeição à disciplina, o abuso dos excitantes, o exemplo geral de desordem são as causas inquestionáveis desses transtornos pessoais Com muita freqüência nos encontramos diante de um destes vencidos pela vida cujas revoltas são, unicamente, o resultado dos sobressaltos de sua impotência. Diante deles ficamos sem poder lhe falar de Deus porque não aceitam mais. Ficamos sem poder lhes fornecer alguma consideração moral, porque que eles, em seu egoísmo ferido, consideram isto futilidades. Então se torna necessário ai, inventar um discurso que os atinja pessoalmente, e lhes mostre suas responsabilidades pessoais na fraqueza em que sofrem, que lhes ofereça, enfim, um tratamento racional que possam compreender e aplicar por si-mesmo.

Eis o que me parece sensato para dizer a estes doentes difíceis:

 A inteligência é dupla: inconsciente e consciente. A primeira é a reserva da segunda, a quem fornece as percepções sobre a massa nas quais se exercerá o julgamento, em seguida a vontade. No indivíduo normal, esta dualidade aparece pouco. No doente, ela se acentua, porque a doença nervosa, mental ou psíquica é uma ruptura do equilíbrio entre o inconsciente e o consciente. Este equilíbrio é o controle, o mestre de si-mesmo que funciona automaticamente em estado de sanidade psíquica.

A ausência total do controle, é a loucura. A insuficiência ou instabilidade do controle, é a psico-nevrose, a psicastenia.  Ela se manifesta por um sentimento de incomodo/indisposição, uma perturbação, uma sonolência cerebral, ou uma confusão de idéias, ou a exageração de uma idéia fixa, as sensações mesmo se deformam, as ações são indecisas. A doença é dispersiva, obsessiva e incapacita à ação. Estas perturbações cerebrais chegam mesmo a alterar o funcionamento dos órgãos, e se produzem as dispepsias nervosas, as enterites nervosas, os tremores, as perturbações da vida, de audição, as fobias, assim por diante.

As causas da insuficiência do controle cerebral podem ser: hereditário, desgostos, inquietações ou os excessos de todos o gênero. Às vezes, a doença data da infância, às vezes aparece bruscamente devido a um choque psíquico ou moral, às vezes é periódica.

Os sintomas são: impressionabilidade exagerada, instabilidade de humor, a indecisão, a mania debatedora, e a obsessão do passado ou do futuro. Estas perturbações, de início acidental, se estabelecem pouco a pouco e se agravam quando o doente percebe sua inferioridade. Neste ponto acelera a fadiga, o desencorajamento, a inquietação, tornando-o incapaz de querer; e em geral a vida torna-se confusa, enquanto a audição se hiperestesia (de onde vem a insônia).

Os meios curativos conhecidos são de início a sugestão e a hipnose. Estes meios artificiais não curam realmente porque não ensinam ao doente a maneira de reeducar seu controle psíquico. Apenas oferecem alhures, do ponto de vista espiritual, inconvenientes já assinalados aqui mesmo. É preciso ensinar ao doente como retornar à consciência. Eis alguns exercícios que podem ser feitos, lentamente, docemente, e durante alguns minutos apenas:

1. Se há perturbações musculares, execute movimentos simples, da mão, dos braços, das pernas, observando como os músculos se movimentam, e se unem àquele que permanece imóvel.
2. Se há perturbações sensoriais, que ele observe um objeto qualquer e estude sua forma, a cor, o peso, o contato.  Igualmente para a vista, para o ouvido, assim por diante.

Em outros termos, é necessário que o doente diga no momento da percepção: Eu vejo, eu escuto, eu toco tal e tal coisa. E antes de toda ação: Eu vou fazer tal coisa. O mesmo para o controle das idéias: que, várias vezes por dia, o doente anote por escrito, o que acabou de fazer, de dizer ou de pensar na meia hora ou hora anterior, exatamente e com concisão, sem romantismo.

Estas simples receitas, que você ajudará o doente na execução com sua experiência, calma, paciência, simpatia, serão  suficientes, se foram empregadas todos os dias e à hora fixa,  para reconquistar o controle.

Entretanto, em se tratando de obsessão, de neurastenia profunda, de embolia total, e se há perturbações fisiológicas graves, será necessário recorrer à intervenção de um médico especializado. Pois estas curtas indicações somente são destinadas a servir nos casos benignos, que somos chamados a reencontrar tão frequentemente nos  contatos  com os infelizes.

TEXTO ORIGINAL EM FRANCÊS
LES SOUFFRANCES MENTALES

Le nombre des êtres humains affectés d'un défaut plus ou moins grand de contrôle sur eux-mêmes augmente chaque jour. La hâte de 1'existence, l'incertitude du lendemain, la force des passions, le rejet des disciplines, l'abus des excitants, l'exemple général du désordre en sont les causes redoutables; et trop souvent nous nous trouvons devant l'un de ces vaincus de la vie dont les révoltes ne sont que les sursauts de son impuissance, sans pouvoir lui parler de Dieu, qu'il n'accepte plus, sans pouvoir lui fournir des considérations morales, que son égoïsme blessé considère comme des contes. Il faut ici inventer un discours qui l'atteigne personnellement, qui lui montre ses responsabilités personnelles dans la faiblesse dont il souffre, qui lui offre enfin un traitement raisonnable qu'il puisse comprendre et appliquer lui-même.

Voici, me semble-t-il, ce que l'on peut dire à ces malades difficiles.

L'intelligence est double: inconsciente et consciente; la première est le réservoir de la seconde, à qui elle fournit les perceptions sur la masse desquelles s'exercera le jugement, puis la volonté. Chez l'individu normal cette dualité apparait peu; chez le malade, elle s'accentue, parce que la maladie nerveuse, mentale, ou psychique est une rupture d'équilibre entre l'inconscient et le conscient. Cet équilibre c'est le contrôle, la maîtrise de soi-même qui fonctionne automatiquement en état de santé psychique.

L'absence totale de contrôle, c'est la folie. L'insuffisance ou l'instabilité du contrôle, c'est la psychonévrose, la psychasthénie. Elle se manifeste par un sentiment de malaise, un trouble, une somnolence cérébrale, ou une confusion d'idées tourbillonnantes, ou l'exagération d'une idée fixe; les sensations même se déforment, les actions sont indécises; le malade est distrait, obsédé, ou incapable d'agir. Ces troubles cérébraux en arrivent même à altérer le fonctionnement des organes, et se produisent les dyspepsies nerveuses, les entérites nerveuses, les tremblements, les troubles de la vue, de l'ouïe, les phobies, etc..., etc...

Les causes de l'insuffisance du contrôle cérébral peuvent être: l'hérédité, les chagrins, les soucis, les excès de tout genre. Parfois la maladie date de l'enfance, parfois elle survient brusquement à la suite d'un choc physique ou moral, parfois elle est périodique.
Les symptômes en sont: l'impressionnabilité exagérée, l'instabilité de l'humeur, l'indécision, la manie discutante, l'obsession du passé ou de l'avenir; ces troubles, d'abord accidentels, s'établissent peu à peu et s'aggravent parce que le malade s'aperçoit de son infériorité; il se fatigue, se décourage, s'inquiète, devient incapable de vouloir; en général la vue devient confuse, tandis que l'ouïe s'hyperesthésie (d'où les insomnies).

Les moyens curatifs connus sont d'abord la suggestion et l'hypnose; ces moyens artificiels ne guérissent pas réellement parce qu'ils n'apprennent pas au malade la façon de rééduquer son contrôle psychique; ils offrent d'ailleurs, au point de vue spirituel, des inconvénients déjà signalés ici même. Il faut réapprendre au malade à redevenir conscient. Voici quels exercices on peut lui faire faire, lentement, doucement, et pendant quelques minutes seulement:

S'il y a troubles musculaires, qu'il exécute des mouvements simples, de la main, des bras, des jambes, en regardant comment les muscles bougent, et en s'attachant à ce qu'il n'y ait pas de saccades.
S'il y a troubles sensoriels, qu'il saisisse un objet quelconque et qu'il en étudie la forme, la couleur, le poids, le contact. De même pour la vue, pour l'ouïe, etc...

En d'autres termes, il faut que le malade se dise au moment de la perception: Je vois, j'entends, je touche telle et telle chose. Et avant toute action: Je veux faire telle chose.

De même pour le contrôle de ses idées: que, plusieurs fois par jour, le malade note par écrit ce qu'il vient de faire, de dire ou de penser durant la demi-heure ou l'heure précédente, exactement et avec concision, sans romantisme.

Ces simples recettes, que vous aiderez le malade à exécuter en l'aidant de votre expérience, de votre calme, de votre patience, de votre sympathie, suffiront, si on les emploie tous les jours et à heures fixes, à reconquérir le contrôle.

Si toutefois il s'agit d'obsessions, de neurasthénie profonde, d'aboulie totale, s'il y a des troubles physiologiques graves, il faudra recourir à l'intervention du médecin spécialiste. Car ces courtes indications ne sont destinées qu'à servir dans les cas bénins, que nous sommes appelés à rencontrer si fréquemment dans nos rapports avec les malheureux.
(D'après une causerie de Sédir)






domingo, 7 de setembro de 2014

SEDIR - TÉCNICA DE ORAÇÃO

PAUL SEDIR - TEXTO TÉCNICA DE ORAÇÃO


Técnicas de Oração ou Prece segundo Paul Sédir

Paul Sedir ( 1871- 1926) foi um Ocultista francês que conviveu com Papus e Mestre Philippe de Lyon, foi iniciado nas Ordens Rosacruz e Martinista.

Um dia, ele teve uma experiência interior decisiva que o fez ciente da nulidade das sociedades secretas, como tinha dito seu Mestre Philippe de Lyon ('Nada vejo de valor nas sociedades secretas, só fazem bem a elas próprias. Todos somos irmãos e devemos nos ajudar mutuamente sem segredos, tudo tem de ser transparente e estar debaixo da Luz, não deve haver preferencias') por isso ele, tal como fez outro grande Ocultista francês Robert Ambelain em final de vida, abandonou seus títulos, rejeitou qualquer iniciação, toda a sabedoria esotérica e dedicou-se exclusivamente ao ideal de Evangelho: o amor ao próximo e a busca do Reino de Deus . 

Fundou a associação dos Amigos de Deus, em francês AMITIES SPIRITUELLES, uma associação de oração, cura e ensinamentos cristãos. 

Veja o site oficial no endereço 

http://www.amities-spirituelles.fr/


Quem não ora, não tece sua própria Imortalidade.

A Prece, com o sentido do Sagrado que ela exprime, é com toda a evidência um fenômeno espiritual. 

De fato, a Prece representa o esforço do Homem para se comunicar com toda a Entidade incorpórea ou metafísica: ancestrais, guias, santos, arquétipos, deuses, etc..., ou com a Causa Primeira, ápice da pirâmide precedente. 

Longe de consistir em uma vã e monótona recitação de fórmulas, a verdadeira Prece representa um estado místico para o homem, um estado onde a consciência dele aborda o Absoluto. 

Este estado não é de natureza intelectual. 

Tão inacessível quanto incompreensível ao filósofo racionalista e ao sábio ordinário. 

Para orar, faz-se necessário o esforço de voltar-se para a Divindade. "Pensa em Deus ao mesmo tempo que respiras...", nos diz Epictète.
E curtas, mas freqüentes invocações mentais, podem manter o homem em presença de Deus.

" A Prece verdadeira é filha do Amor. Ela é o sal da Ciência; faz germinar a Ciência no coração do homem, como em seu terreno natural. Ela transforma todos os infortúnios em delícias; porque é filha do Amor, e é preciso amar para orar, e ser sublime e virtuoso para amar..."

"Mas esta Prece tão eficaz, pode ela jamais advir de nós? Não é necessário que ela nos seja sugerida? Devemos somente escutá-la com atenção e repeti-la com exatidão...Quem nos dera ser como uma criança, à espera da voz que nos fala...".

A Prece tem ainda uma outra função, é o seu papel construtivo, desempenhado em "regiões espirituais" que permanecem desconhecidas ou inexploradas: "Or et Labor...", diz a velha divisa hermética, "Ore e trabalhe...". E o adágio popular acrescenta: "Trabalhar é orar...". 

 A partir daí, podemos admitir que o homem que não ora, não tece sua própria imortalidade; ele se priva assim de um precioso tesouro. 

Neste caso, cada um de nós encontrará, depois da morte, aquilo que em sua vida carnal, tiver esperado aí encontrar. 

O ateu vai em direção ao nada, e aquele que crê, em direção a uma outra vida.

Psicologicamente, o senso do divino parece ser uma impulsão vinda do mais profundo de nossa natureza, uma atividade fundamental, e que se constata tanto no homem primitivo quanto no civilizado. 
Devemos notar igualmente que o senso do divino levado ao estado de intolerância e fanatismo, conduzem também a tristes resultados. 

O homem é constituído de tecidos e líquidos orgânicos, permeados por um elemento imponderável chamado "consciência" que se prolonga para fora do continuo físico e que mergulha num "Universo Espiritual". 
Nesse universo espiritual, onde nossa consciência extrai os princípios de sua própria conservação e saúde moral, existe o Ser imanente, a Causa Primeira que as religiões ordinárias chamam Deus. 

Orar é portanto, equivalente a uma atividade biológica dependente de nossa estrutura, e seria uma função natural e normal de nosso espírito. 
Negligenciá-la é atrofiar nosso próprio "princípio", nossa alma em uma palavra. 

E o grande psicanalista Jung nos assegura que, "a maioria das neuroses são causadas pelo fato de que muitas pessoas querem fechar os olhos às suas próprias aspirações religiosas, por força de uma paixão infantil pelas luzes da razão...".

Também é conveniente definir que neste campo, a recitação de fórmulas vagas e maçantes, sem a participação verdadeira do espírito, onde apenas os lábios têm uma atividade real, não é orar. 

É necessário também que o "Homem interior", aquele que Louis-Claude de Saint-Martin, à semelhança de seu mestre, Martinez de Pasqually, denominava de "Homem de Desejo", esteja atento e dinamize o que os lábios e o cérebro emitem conjuntamente.

Aliado à intuição, ao senso moral, ao senso estético e a inteligência, o "senso do Divino" dá à personalidade humana seu pleno desenvolvimento. 

A Prece é pois, o complemento e a ferramenta essencial de toda esta transmutação do Homem.
Ela é o Fogo e o Cadinho é o coração onde as austeridades e a ascese são os elementos combustíveis das impurezas iniciais.

A Obra é longa pela via húmida.  
Ela dura, segundo a palavra da Escritura: "Até que o dia apareça e que a Estrela da manhã se eleve em nossos corações..." 

                    Preparação 

Ser bem orientado, viver em paz e ser agradecido, eis portanto os três hábitos que preparam as forças interiores para a Oração. 

É preciso Ser atento, humilde, confiante, perseverante.
A falta de atenção é uma falta de fervor. 
Ser atento, é vontade; e é impossível desejar sem amar. 
Na verdade o Amor é a chave de todas as portas.
Para lutar contra as distrações, ora em voz alta. 

Se teu coração é seco, ore meditando, i. e., refletindo com tua razão lógica sobre cada palavra pronunciada, pesando e examinando lentamente. 

Quando oramos, várias criaturas dos mundos do espirito nos observam, nos escutam e se apresentam na porta do templo que é nosso coração; muitas somente percebem Deus pelas imagens contidas neste coração. 

Para estes irmãos atrasados, é útil que as palavras sejam ditas em voz alta e é uma maneira de conceder à nossa prece um corpo terrestre. 
Malgrado este conselho de orar em voz alta, não acreditamos que as repercussões deste som no imponderável sirvam para grande coisa, pois é o sentimento que lhe fornece esta força e não a vociferação. 

É unicamente a sinceridade que torna a prece válida. 

Podemos tomar, ao longo do dia, algumas precauções para desenvolver o poder de atenção. Abster-se de palavras inúteis, repelir pesadelos e, acima de tudo, se corrigir dos seus defeitos. 

É suficiente descartar as distrações com grande e prudente calma, sem desistir; se três horas correm antes de pode dizer convenientemente o Pater , estas terão sido três horas muito bem empregadas; nenhum esforço se perde. 

 Métodos de Oração :

1. Recolhimento interno.
2. Escolher a posição: em pé, joelhos ou prosternado, conforme sua inclinação.
3. Dizer a Deus que está se colocando em Sua presença.
4. Esquecer as preocupações. Criar em si a humildade, depois a confiança, depois a calma.
5. Aquecer o coração recapitulando rapidamente todos os benefícios do Pai para com o mundo, - para o gênero humano, para si-mesmo. 
6.Expressar o desejo de colaborar com a Obra Divina.
7. Se humilhar profundamente.
8. Se oferecer a Deus desde a medula dos ossos ao cume do espírito, com todo seu coração e se possível até ás lagrimas. 
9. Perdoar do fundo do coração, do fundo da inteligência e mesmo do fundo da vitalidade corporal a todo ser e a todas as coisas.
10. Recitar a Oração escolhida (por ex. o Pai Nosso) com todo o fogo e toda atenção possível, sem procurar sensações psíquicas, na nudez obscura da fé.
11. Persistir até chegar a prece sem distração.
12. Tomar resoluções precisas.

Antes de um trabalho particular:

1. Recolhimento interno se colocando em calma, confiança e humildade.
2. Deus me vê e Jesus está a meu lado. 
3. Se desculpar das faltas, em bloco.
4. Se arrepender com dor.
5. Se oferecer a Deus.
6. Lhe pedir ajuda.
7. Esquecer um instante tudo que sabe e deixar vir a inspiração.
8. Iniciar o trabalho. 
9. Rever, examinar e corrigir o fruto do trabalho..
10. Agradecer ao Criador.

Exame de Consciência ao deitar 

1. Agradecer a Deus por tudo dado ao longo do dia, em prazer e em penas/dor.
2. Pedir a lembrança das faltas e o arrependimento.
3. Recapitular o dia hora à hora.
4. Procurar aquilo que me desagrada nos outros e me convencer de que possuo o mesmo defeito.
5. Observar minha ingratidão, minha traição para com Deus.
6. Arrependimento até as lágrimas.
7. Resoluções precisas e especiais formuladas para o dia seguinte.
8. Se ter como um puro nada e pedir o socorro de Deus.

No curso da Vida:

Manter-se na maior simplicidade e nudez interior. 
Nada de restrição e rigidez da vontade. 
Manter-se um com o céu, guardar a sensação viva da Presença Divina, viver com liberdade, paz, confiança amorosa.

"Se, durante a vossa oração, um pavor, um estrondo, um raio de luz, ou outro fenômeno se produzir, não vos perturbeis; perseverai na oração ainda com maior tenacidade.  
Essa perturbação, esse pavor, esse estupor, vêm dos demônios, que vos querem afrouxar e fazer renunciar à oração, para em seguida apossarem-se de vós, quando esse afrouxamento se tiver tornado hábito. 


Se, enquanto fazeis vossa oração, brilha uma outra luz que não consigo exprimir, a alma se enche de alegria, do desejo do melhor, jorra um borbotão de lágrimas de compunção, sabereis que é uma visita e uma consolação (socorro) de Deus...